Cartilha que orienta como contratar empresas de segurança privada é lançada na Região Norte

24 de Junho de 2017 às 18:02
O delegado da Polícia Federal Ricardo Raposo, Chefe da DELESP-AM, participou do lançamento

Foi apresentada pela primeira vez na Região Norte, a cartilha “Como Contratar Segurança Privada Legal e Qualificada”. O lançamento ocorreu na última quinta-feira, dia 22 de junho, durante o Encontro das Empresas de Segurança Privada (ENESP), realizado no Tropical Hotel, em Manaus, nos dias 22 e 23 de junho.

Para ajudar no combate aos serviços irregulares, a Fundação Brasileira de ciências Policiais (FBCP), sob orientação e supervisão da Polícia Federal, e com o apoio da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist) desenvolveu a publicação. A cartilha traz informações que orientam a forma correta de contratação de uma empresa de segurança, a fim de evitar a clandestinidade e, consequentemente, os riscos.

O delegado da Polícia Federal Ricardo Raposo, Chefe da Delegacia de Controle de Segurança Privada (DELESP) do estado do Amazonas, participou do lançamento. Em um breve discurso, ele disse que a publicação tem um papel fundamental no combate a segurança clandestina. “O objetivo maior é orientar os contratantes. Porque se os contratantes não contratarem [os irregulares], acabou.  Com o contratante tomando conhecimento da cartilha, a gente espera que melhore, e que as denúncias aumentem ainda mais”, explicou o delegado.

Prejuízos

Os prejuízos da segurança clandestina são incalculáveis. Empresas que funcionam obedecendo todas as regras da legislação que regulamenta o setor (Lei 7.102/1983) e são fiscalizadas pela Polícia Federal (PF), órgão que controla a atividade, enfrentam concorrência desleal. Os preços oferecidos pelos clandestinos estão muito abaixo do que deveria, já que não há pagamento de impostos, nem de direitos trabalhistas, tampouco investimento em capacitação.

Prejuízo também para os trabalhadores que fizeram o curso de formação de vigilante, requisito exigido por Lei, e que aguardam uma oportunidade. A clandestinidade tem contribuído para a perda de postos de trabalho. Com isso, muitos profissionais aptos a exercerem a função não conseguem uma vaga

Por fim, e talvez o fator mais importante, seja o risco para a vida da população. A maior parte desses seguranças clandestinos não tem nenhum tipo de treinamento. E sequer passaram pelo curso de formação exigido pela Lei. Além disso, eles não têm porte de arma nem preparação psicológica para lidar com situações de tensão. Em muito casos, chegam a ter antecedentes criminais. No lugar de proteger, deixam a população vulnerável.

Vale ressaltar que a atuação de seguranças ou empresas clandestinas é crime e deve ser denunciada à Polícia Federal. Essa atitude pode salvar vidas.

Ascom/Fenavist