URGENTE: Psicólogos que fazem avaliações nas escolas de formação de vigilante terão 60 dias para se adequar as exigências do Conselho Federal de Psicologia

2 de Agosto de 2017 às 11:33
Entidades do Setor se reúnem com o Conselho Federal de Psicologia

A partir do próximo dia 29 de setembro, fica proibido, sob qualquer hipótese, que os psicólogos façam avaliação psicológica dentro das dependências das escolas de formação.  A medida vale tanto para o ingresso no curso de formação de vigilante quanto para reciclagem.

A data foi estabelecida após um pedido da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist), da Associação Brasileira de Cursos de Formação de Vigilantes (ABCAFAV), do Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica e Cursos de Formação do Estado de São Paulo (SESVESP) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores de Segurança Privada. O Conselho desejava o fim imediato das consultas dentro das dependências dos cursos de formação.

Para tentar uma solução, no dia 28 de julho, os representantes das entidades que representam a segurança privada se reuniram com integrantes do Conselho Federal de Psicologia. Foram apresentados os impactos negativos da exigência, uma vez que os exames psicológicos são realizados por profissionais qualificados dentro das escolas de formação há mais de 30 anos.

De acordo com o Conselho, a determinação é condizente com a Resolução N. 18/2008 e a Portaria n. 3.233/2012 e demais normas do Departamento de Polícia Federal (DPF), que reiteram que os psicólogos não devem ter qualquer vínculo com as escolas de formação, por serem profissionais independentes.

No entanto, após ouvir os argumentos dos representantes da segurança privada, o Conselho Federal de Psicologia decidiu conceder 60 dias, a partir de 31 de julho, para que os cursos de formação se adequem as mudanças. Ao término do prazo, a avaliação psicológica deverá ser feita fora das dependências das escolas, nos moldes da Resolução CFP N. 18/2008

Em virtude dessa decisão, a Fenavist pede a máxima atenção, pois a determinação pode gerar custos extras às empresas de segurança privada.

Ascom/Fenavist