
“Eu espero que o sindicato e os trabalhadores entendam que para manter empregos precisam haver ajustes, pois o custo de um vigilante é alto. O que é pior em tempos de crise: perder alguns avanços ou o emprego por falta de ter condições de os deputados manterem os postos de trabalho”, declara Robério Negreiros, que afirma que o salário somado aos encargos chega a R$ 8,5 mil mensais.
O deputado pretende ainda se reunir com os sindicatos que defendem a categoria e outras que estão ameaçadas, como a de limpeza e manutenção, segundo o próprio parlamentar. “Temos que acabar com essa história ‘deles contra nós’ e nos unir. O governo fará nos próximos dias, e isso é certo, novos cortes de postos de trabalho. Precisamos reverter essa situação, pois 80% dos recursos usados para pagar essas pessoas vem do governo”, argumenta o neotucano.
Categoria é contra
Representante dos trabalhadores da segurança privada na Câmara Legislativa e adversário político de Robério, Chico Vigilante (PT) critica a proposta do colega de Casa. Para ele, a proposta pode mais prejudicar os profissionais do que os ajudar.
“Os sindicatos existem para ajudar a melhorar salários e não para serem coniventes com a retirada de direitos. A pretexto de ajudar 600 trabalhadores, eles vão prejudicar 15 mil”, critica o petista, que continua: “Os vigilantes já são mal remunerados, além de correr todo tipo de risco, e ainda sofrem com a inflação. Como eles vão ganhar menos e conseguir comprar um saco de feijão que custa R$ 11. Nós já sugerimos que os empresários abram mão de 10% dos lucros. Seria a forma mais eficaz e a melhor medida social. O que queremos é que o governo mantenha os empregos até a conclusão da licitação”.
Redução de gastos
Robério conta ainda que o governo está chamando as empresas para avisar que está realizando o corte de 10% nos contratos a fim de manter o pagamento. Entretanto, o distrital afirma que isso é praticamente impossível em alguns casos, especialmente na área de vigilância. Segundo o parlamentar, em cada um dos postos, são necessários quatro profissionais, para que se cumpra a carga de 12 horas de trabalho por 36 de descanso, como prevê a lei.
Fonte: Portal Metrópoles – Por: Susano Almeida
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