Teresina quer combater a segurança clandestina

1 de Setembro de 2015 às 14:46
Capa da Campanha/ Fenavist

 

    Atuando em conjunto com a segurança pública, as empresas de Segurança Privada visa garantir a integridade física e a segurança de indivíduos e patrimônios públicos e privados. No entanto, o crescimento e a qualificação do setor só não é maior em razão da atuação de empresas clandestinas, que na sua atuação no mercado, colocam em risco a integridade física dos indivíduos, bem como do empreendimento do contratante, vez que não passando pelo crivo das exigências dos requisitos que autorizam a atuação, não oferecem as garantias relativas à capacitação profissional dos seus empregados, nem investigam os antecedentes criminais dos seus contratados.

    Buscando impedir a atuação de empresas clandestinas de segurança, a Polícia Federal em parceria com a Fundação Brasileira de Ciências Policiais (FBCP) e apoio da Federação Nacional das Empresas de Segurança e Transporte de Valores (Fenavist), lançou no final do mês de junho a “Campanha Nacional de Prevenção e Combate à Segurança Clandestina”.

     A campanha tem o intuito de alertar a população sobre os perigos da contratação de empresas de segurança clandestinas, demonstrando a necessidade, do contratante, buscar informações sobre a contratada, principalmente, se possui a autorização de funcionamento expedida pela Polícia Federal, posto que os serviços prestados por empresas clandestinas colocam em risco o contratante e a população, que fica a mercê de indivíduos travestidos de profissionais de segurança.

    O serviço de vigilância somente pode ser executado por empresa jurídica, autorizada pela Policia Federal. Pessoas físicas não podem oferecer serviço de segurança. Em Teresina algumas empresas possuem a autorização emitida pela Polícia Federal para estarem atuando de forma legalizada e eficiente.

    Segundo Diógenes Victor da Silveira, assessor jurídico do Sindicato das Empresas de Vigilância, a clandestinidade é uma prática que põe em risco a todos e precisa ser combatida. “O sindicato está trabalhando no combate à atuação das empresas clandestinas, contudo, todos podem contribuir com esse intuito, denunciando a atuação clandestina e cobrando aos órgãos competentes a aplicação das medidas capazes de barrar essa conduta. Neste sentido, também a conscientização da comunidade dos vigilantes é de extremada importância, vez que prejudica a categoria com a atuação clandestina, que além da concorrência desleal, macula a classe ante a atuação de indivíduos não capacitados ao exercício da função”, diz.

     O Sindicato das Empresas de Vigilante está buscando uma maior qualidade quanto ao serviço das empresas de segurança e nesse sentido solicita que a classe ajude na fiscalização dos serviços clandestinos.  Os serviços prestados por empresas clandestinas colocam em risco a integridade física dos tomadores do serviço e seus colaboradores.

     O objetivo principal da campanha é a conscientização sobre a importância da contratação do serviço regular de segurança privada, onde representa uma oportunidade de padronização de procedimentos, visando trazer maior segurança à sociedade.

     Diógenes Victor diz ainda que essa iniciativa abrange o alinhamento de estratégias que visam à informação e o fortalecimento do setor de segurança privada. “A iniciativa vem para complementar e reforçar o trabalho de fiscalização já desenvolvido pela Polícia Federal, esperamos conscientizar os futuros contratantes sobre os riscos reais da clandestinidade”, destaca.

Cartilha

     Quem tiver interesses em mais informações, está sendo distribuída a cartilha “Como Contratar Segurança Privada Legal e Qualificada”, que tem o intuito de instruir, de maneira clara, quais critérios levar em conta ao contratar uma empresa de segurança. Além disso, a publicação, também, apresenta quais riscos o contratante está sujeito ao optar por uma empresa clandestina.

     A presença de pessoas inabilitadas e com antecedentes criminais no interior da empresa, estabelecimento ou domicílio privado, tendo acesso a informações da rotina, dos bens e valores e a presença de armas e munições de origem irregular, são apenas alguns exemplos apresentados na cartilha educativa.

Clandestinidade

     No Brasil, existem mais de 2.500 empresas de segurança privada legalizadas. No entanto, é quase o dobro o número de companhias clandestinas que atuam no setor, causando a chamada “concorrência predatória”.

     De acordo com a Lei 7.102/83, que regulamenta o setor da segurança privada, apenas empresas autorizadas pela Polícia Federal podem comercializar serviços de segurança privada.

     Além disso, os profissionais – vigilantes – devem realizar o curso de formação de vigilantes em escola autorizada pela Polícia Federal e possuir cadastro na instituição, com direito a seguro de vida, plano de saúde e remuneração compatível com a responsabilidade da função.

 

http://www.meionorte.com/blogs/debemcomavida/teresina-quer-combater-a-seguranca-clandestina-316941